domingo, 29 de janeiro de 2012

Domingo Com H: Bonsucesso Na Revista Placar de 1975.

 O Bonsucesso Futebol Clube foi matéria da Revista Placar de 21 de março de 1975, páginas 12 e 13, assinada por Raul Quadros. O nosso clube foi destaque pela nova formação da equipe para a disputa do campeonato carioca de 1975. Apelidado de “o fantasma do campeonato”, segundo a matéria, o clube conquistou dois bons resultados diante dos grandes nas  primeiras rodadas do campeonato. Venceu o Vasco em São Januário e empatou com o Flamengo no Maracanã. Retirei as passagens mais importantes da matéria para passar aos amigos visitantes da Folha Rubro-Anil.
[Dinheiro não falta: o clube tem 700 mil cruzeiros depositados num banco, à disposição do Departamento de Futebol. Organização também não falta: o departamento tem seu gasto devidamente programado até agosto.].
[O clube conseguiu armar um bom time com a prata da casa e a compra de alguns experientes atacantes. Um bom começo... a equipe se manteve invicta em seus três primeiros jogos do campeonato. O seu mais ferrenho rival, o Olaria, perdeu as três primeiras partidas.].
Segundo a matéria o objetivo do Bosucesso era tentar uma vaga no Campeonato Brasileiro. Para o Diretor do Departamento de Futebol do Bonsucesso, Paulo Ribeiro, o Bonsucesso não faria pedidos à CBD:
[“Os convites são e continuarão a ser políticos. Eu jamais farei pedidos à CBD. Ela tem obrigação de observar os clubes, como observou o Guarani... Porque convidar o Americano de Campos? Por quê? É um convite político. O Americano entra no lugar do Olaria. E o que vai mostrar aos clubes dos centros maiores? Vou trabalhar sério, talvez a CBD entenda nosso propósito.”].
A pedido do Técnico Velha, o Bonsucesso acertou as contratações do lateral direito Miguel, do goleiro Valdir (ex-Vasco), os atacantes Samarone e Adãozinho (ex-rubro-negros) e Marco Antônio e Mickey (ex-tricolores). Contando com a prata da casa, os zagueiros Nilo e Nilson e no meio de campo Cabral e Silva, o Bonsucesso formava uma boa equipe para o campeonato de 1975.
O primeiro jogo na Teixeira de Castro, empate em 1 a 1 com o Campo Grande. No segundo jogo contra o Vasco em São Januário, as estréias de Samarone e Marco Antonio, e uma vitória de 1 a 0 no Vasco. No terceiro jogo, contra o Flamengo no Maracanã, as estréias de Adãozinho e Mickey garantiram um 0 a 0.
Travaglini e Jouber acusaram o Bonsucesso de ser “um fantasma amedrontado”, armado na defesa. Para o Técnico Velha, um time consciente de sua força:
[“Sei e todos sabem que Flamengo, Fluminense, Vasco, América e Botafogo têm mais valores que o Bonsucesso. Então se me atacam, tenho que me defender. Antes o Bonsucesso era atacado até sem bola... Ninguém se preocupava com o nosso ataque. Por isso todos nos atacavam com oito e até nove jogadores. E a nossa defesa que se virasse. Agora temos atacantes que resolvem. Se a defesa adversária sair, leva gol...”].
Velha, que iniciou a carreira de treinador como auxiliar de Gentil Cardoso em 1956 no Bonsucesso é destacado na matéria como um bom armador de time e que pelas suas declarações, mostra um Bonsucesso perfeitamente equilibrado.
Raul Quadros finaliza a matéria destacando que o Bonsucesso não atrasa salários, tem calendário fixo de pagamento e nada deixa faltar aos seus jogadores. A Direção trabalha com premiação aos jogadores de acordo com certos resultados: empates, 200 cruzeiros; vitórias, 400 cruzeiros, qualquer que seja o adversário.
Em 1975, segundo a matéria, o Bonsucesso contava com quase 22 mil sócios. No 1º turno do Campeonato Carioca, o Rubro-Anil fez uma boa campanha terminando a competição em 6º, atrás de Fluminense, América, Vasco, Botafogo e Flamengo. Já o 2º turno, o time foi “mal das pernas” e não conseguiu se classificar para o 3º turno. Mesmo assim, no geral, após o término do campeonato, o Bonsuça terminou na 8ª colocação, atrás de Fluminense, Botafogo, Vasco, Flamengo, América, Bangu e Madureira.
Abração a todos.

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