domingo, 10 de junho de 2012

Domingo Com H: Os Livros e o Bonsucesso.


 
O que seria de um clube sem a história? Apesar das administrações do Bonsucesso Futebol Clube não se preocuparem em formar um acervo de textos e imagens, a história do Rubro-Anil da Leopoldina é registrada por outros autores que transmitem aos seus leitores passagens históricas do Bonsucesso em outras localidades brasileiras.

O livro “Vai Dar Zebra”, de autoria de José Rezende e Raymundo Quadros destaca alguns jogadores que ficaram bem conhecidos da torcida Rubro-Anil e que marcaram a história do Bonsucesso nas suas passagens pelo clube. Na página 49 o destaque é o ex-jogador Soca, que brilhou no Cesso nos anos 40 e 50. Segundo o texto, Soca viveu uma grande alegria como profissional ao conquistar o Torneio Triangular da cidade mineira de Araguari, onde participaram além do Bonsucesso, os clubes locais Araguari e Fluminense. 

Os Rubro-Anis venceram os adversários, respectivamente, por 3 a 1 e 3 a 2. Liguei para José Rezende para confirmação da matéria e o mesmo relatou que as datas estariam em uma edição da Revista “Esporte Ilustrado” da década de 50. Ele propôs uma visita conjunta à biblioteca do Fluminense, onde há um bom acervo destas revistas, para apurar as datas.

As excursões do Bonsucesso são muito interessantes. O Clássico Suburbano envolvendo Bonsucesso e Madureira já ocorreu fora dos limites do estado do Rio de Janeiro. Em conversa com o pesquisador Raymundo Quadros, gentilmente passou resultados de confrontos entre o Bonsuça e o Madura, ocorridos em duas cidades mineiras no ano de 1958. Dois amistosos, um “dia atrás do outro”, uma vitória para cada, o mesmo saldo de gols e o mesmo número de gols marcados. Em 23/04/58 na cidade de Três Corações, o Madureira venceu por 2 a 1. Em 24/04/58 na cidade de Varginha, o Bonsucesso venceu por 3 a 2.

O Professor Franklin de Oliveira Jr (foto ao lado), administrador do Blog “Memórias da Fonte Nova”, descreve a campanha Campeã do Bonsucesso no Estádio da Fonte Nova em 1959 no período de 12 a 16 de junho. O triunfo do Torneio Adroaldo Ribeiro Costa foi postado em 12/01/11 com o título “Bonsucesso Campeão na Boa Terra”. O autor, Franklin Oliveira Jr, dedica o seu blog a resgatar fatos históricos ocorridos no estádio baiano, implodido em agosto de 2010. O Bonsucesso fez história na Fonte Nova no futebol e na simpatia do público baiano pelas nossas cores, como escreveu Franklin: “Quando o Bonsucesso entrou em campo a simpatia foi imediata. Ah aquelas cores vermelha e azul!”.

Laércio Becker, autor do artigo “O Rubro-Anil da Leopoldina”, além de indicar a leitura da citação que Adolpho Shermann faz sobre o Bonsucesso no livro “A História do Futebol Carioca”, também indica a leitura de uma citação de um amistoso do Bonsucesso na Paraíba. A página 299 do livro “A História do Futebol Paraibano” de Walfredo Marques descreve o jogo que ocorreu em 21/06/1959 envolvendo o Bonsucesso e o Auto Esporte. O Auto venceu o Bonsucesso por 3 a 2 e iniciando a descrição da partida o autor acrescenta que “o quadro local sempre esteve à frente do marcador, não dando folga ao quadro carioca que vinha de uma vitoriosa campanha de 5 jogos”. O intervalo do último jogo no torneio baiano e o amistoso foi de apenas 5 dias. O local da partida foi no Estádio Gov. José Américo. O Auto Esporte jogou com Agostinho, Ní e Kleber; Marajó, Américo e Tota (Negrinho); Macau, Chiclete, Delgado, Elcio e Piáu. A equipe do Bonsucesso foi Zé Maria, Jacaré e Renato; Antônio, Brandãozinho e Nico; Geraldo, Artoff, Walter, Russo e Hélio. Delgado abriu o marcador aos 8’ e Russo empatou aos 18’. Aos 20’ Delgado colocou o Auto na frente de novo e Artoff empatou aos 30’. Aos 35’ da etapa final Macau decretou a vitória do Auto.

Boa época vivida pelo Bonsucesso. Suas atuações nos Campeonatos Cariocas projetavam as suas cores para o cenário esportivo nacional e internacional e resultavam em valiosas excursões pelo Brasil e pelo exterior.

Quem admira, pesquisa, e gentilmente Laércio (foto ao lado) enviou outra citação de um amistoso do Bonsucesso. A partida envolveu Bonsucesso e Villa Nova de Minas Gerais no Rio de Janeiro. O registro deste amistoso está na página 71 do livro “Almanaque do Leão do Bonfim” de Wagner Freitas, Rodrigo Rodrigues e Henrique Ribeiro.

Ao enviar o email com a ficha técnica da partida, Laércio faz a seguinte observação: O Villa Nova tinha um timaço, que vinha de um tricampeonato mineiro e terminou o ano tetracampeão, o que valoriza ainda mais o resultado obtido pelo Bonsucesso”.

O Bonsucesso empatou em 3 a 3 com o time mineiro no Campo da Estrada do Norte no dia 18/01/1935. O jogo iniciou às 21h20min de uma sexta-feira. Os gols da partida foram marcados no 1º tempo por Rebolo e Humberto para o Bonsucesso e no 2º tempo por Hugo (Bonsucesso), Canhoto (2) e Mergulho para o Villa Nova. O árbitro da partida foi Guilherme Gomes (RJ).

Escalações:
Bonsucesso: Durval (Lindauro), Inácio e Fraga; Alfinete, Oto e Eurico; Waldemar, Rebolo, Hugo, Humberto e Miro.

Villa Nova: Geraldão, Chico Preto e Sérgio; Zezé Procópio, Neco e Tico-Tico; Tonho, Alfredo Bernardino, Mergulho, Prão (Canhoto) e Lêra.

Um recorte de matéria de jornal sem citar o nome e a data (dentro da matéria o ano é cortado pela dobra bem desgastada do papel, mas o início é preservado: 197...) foi enviado pela família do ex-jogador Silva para ser postado no blog Acervo Rubro-Anil. Este recorte trata de uma excursão ao nordeste realizada pelo Bonsuça e o embarque dos jogadores para uma nova excursão ao exterior. Além da exibição de seu futebol, o clube voltava para casa com um “dindin” a mais no seu cofre.


O elenco que viajou foi: em Pé, Romero, Nilo, Natal, Dutra, Jair Pereira, Fernando, Orlando, Nilson e Lumumba. Agachados: Suquinha, Silva, Ernani, Cabral, Mário e Rodrigues.
Abração a todos.

4 comentários:

  1. Salve, Prof. George! Sempre uma referência na história do nosso querido Rubro-Anil! A "Folha" é o documento vivo da nossa tradição. Parabéns, fundador!
    Outro dia, folheando o livro "Guimbaustrilho e outros mistério suburbanos", do Nei Lopes, descobri mais uma carinhosa referência ao nosso bairro e ao seu clube, que começa com a chegada de Gentil Cardoso e Leônidas e termina do outro lado da linha do trem, nas ruas que foram criadas ao mesmo tempo da abertura das avenidas Roma, Nova York, Bruxelas, Paris e Londres por iniciativa do engenheiro Guilherme Maxwell. Numa dessas novas vias, a Saint Hilaire, é onde desde os cinco anos eu convivo com os pontos finais dos ônibus 908, 917 e do extinto 916 à porta de casa.
    VIVA O LEÃO!
    Abraços, prof.!

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  2. Soca sería un jugador uruguayo. Si así fuera es mi tío. Gracias!

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    1. Soca é de Minas Gerais, estado brasileiro. Obrigado pela visita.

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